segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Fabio Dwyer & convidados - Lançamento do Cd Central Station
domingo, 21 de fevereiro de 2010
John Lee Hooker (com Jimmy Vaughan) - Boom Boom
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Jeff Beck e Eric Clapton @ O2, 13 de fevereiro de 2010

O hoochie coochie blog foi ao show de Eric Clapton e Jeff Beck na Arena O2 em Londres no dia 13/fevereiro/2010. E, foi um showzaço. Às 20:00 em ponto Beck entrou no palco com sua banda. Mandou bem, porém com certo exagero de virtusosismo, por parte de Beck e de seu novo baterista, Narada Michael Walden. Do meu assento, eu vi um grupo de 8 violinistas e 2 tecladistas e Beck aproveitou da orquesta e de uma violinista convidada (Sharon Corr) para mostrar algumas canções do novo álbum. Com a violinista do The Corrs, Beck tocou Mna Na Heireann, que é uma música composta por Seán Ó Riada, e significa Women of Ireland. Reconheço a importância da música, especialmente para os irlandeses e descendentes, mas, foi uma parte bem chata e monótona do show. Mas, havia salvação.
A partir daí, Beck mandou uma baita versão instrumental de people get ready. Logo após, Joss Stone entrou no palco e mandou ver duas canções: There's no other me e I put a spell on you. Pronto, Beck havia recuperado a plateia e reanimado todos na arena. Terminou seu show com a excelente e premiada versão de A day in the life. Fantástico.
Quinze minutos de espera, e Clapton sobe ao palco, senta no banquinho e com seu violão, manda ver um blues acústico, drifitin’. Logo após, a versão acústica de Layla e nobody knows when you’re down and out. Por fim, uma bela versão semi-acústica de runnin' on faith.
A parte elétrica foi fantástica, com Clapton, e sua Fender Strato azul esverdeada (ou verde azulada), acompanhado por sua super banda. Começou com Tell the truth e passou revisitando em versões matadoras de I shot the sheriff, Key to the highway (esta em versão boogie, muito boa), sempre intercalando maravilhosos solos de guitarra com solos de seus dois tecladistas, Chris Stainton e Walt Richmond. Clapton finalizou seu show com uma arrebatadora versão de Crossroads (à la Cream).
Mas, Clapton sabia que precisava resgatar seu parceiro da mancha inicial. E, Clapton não teve problemas em fazer de si e de sua banda músicos de apoio para Beck brilhar. E, este não desperdiçou a bola passada por Clapton e fez o que sabe fazer melhor. Tocou pra c*****. A primeira canção da dupla foi Shake your moneymaker. E, Beck usando sua fender tele e solando com slide fez toda a arena balançar. Pronto, na primeira música, Beck havia recuperado todo o carisma e mostrou porque é um dos melhores guitarristas da histórias.
Em seguida, os dois mestres deram uma aula de guitarra, com solos geniais. Tendo direito até a um rápido erro de Eric, mas ele não tem mais nada a provar. Por fim, a super banda terminou o show com Hi ho silver lining, uma das primeiras musica gravadas, e cantadas, por Beck. Clapton e Beck dividiram os vocais. Esta saideira empolgou a todos, fazendo muitos ingleses levantarem de seus assentos. Sensacional. Resumo: o melhor sábado de carnaval do mundo.
Nota final: na saída um grande telão com uma propaganda da Gibson, apesar de os mestres preferirem Fender. A propaganda é a alma do negócio.
EFF BECK BAND
Jeff Beck - guitar
Jason Rebello - keyboards
Rhonda Smith - bass
Narada Michael Walden - drums
ERIC CLAPTON & HIS BAND
Eric Clapton - guitar / vocals
Chris Stainton - keyboards
Walt Richmond - keyboards
Willie Weeks - bass
Steve Gadd - drums
Michelle John - backing vocals
Sharon White - backing vocals
SET LIST
Jeff Beck (45 Minutos)
01. Eternity's Breath
02. Stratus
03. Led Boots
04. Corpus Christi Carol (do próximo Cd de Jeff Beck)
05. Hammerhead (do próximo Cd de Jeff Beck)
06. Mna Na Heireann - com Sharon Corr, da banda The Corrs, no violino (do próximo Cd de Jeff Beck)
07. People Get Ready
08. Big Block
09. There's No Other Me - com Joss Stone (do próximo Cd de Jeff Beck)
10. I Put A Spell On You - com Joss Stone (do próximo Cd de Jeff Beck)
11. A Day In The Life
Eric Clapton (60 Minutos)
01. Driftin' - acoustic
02. Layla - acoustic
03. Nobody Knows You When You're Down And Out - acoustic
04. Running On Faith - acoustic
05. When Somebody Thinks You're Wonderful
06. Tell The Truth
07. Key To The Highway
08. I Shot The Sheriff
09. Wonderful Tonight
10. Cocaine
11. Crossroads
Jeff Beck & Eric Clapton (70 Minutos)
01. Shake Your Moneymaker
02. Moon River
03. You Need Love
04. Outside Woman Blues
05. Little Brown Bird
06. Wee Wee Baby
07. (I Want To Take You) Higher
08. Hi Ho Silver Lining
AOR/ Melodic rock
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Dois grandes bluesman no Brasil
Paul Rodgers - Muddy Water Blues

O Blog recomenda o cd de Paul Rodgers - Muddy Water Blues.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Big Gilsons na Blues Review
O material promocional que acompanha o álbum Sentenced To Living, diz que os fãs vão querer colocar o Rio de Janeiro na lista das cidades que são os maiores berços do blues. Obrigado pelo trabalho do Big Gilson. E com seu ultimo álbum,o guitarrista brasileiro com certeza prova que sua cidade natal esta produzindo blues de qualidade.
Desde a primeira nota, fica evidente que este é um CD de guitarra. A abertura com “I Wonder Who”, um blues de oito minutos de duração, pontuado pelo bateristaGil Eduardo como uma marcha shuffle de dezesseis notas, diz tudo sobre as habilidades de Gilson. É seguida pela faixa titulo, que relembra bastante o estilo antigo de pirotecnias da guitarra de Gary Moore.
Gilson se sintoniza com os Stones em “Ready”, um rock`n roll remanescente de Jagger e Richards em sua melhor forma, e em “It`s Hard To Say Goodbye”, a bonita acústica downtempo, remanescente de “Wild Horses” e “Angie”. “Tobacco Road”ficou especialmente interessante pelas harmonias vocais que Gilson divide com Andre Bighinzoli, para não falar do inenarrável zumbido do amplificador de guitarra.
A leitura de Gilson para “Take Me To The River”, nos traz um profundo groove funky e um tremendo “New York downtown solo” de Chris Murphy, mas sofre com um vocal não convincente. A banda se retira para a gaita pesada, a guitarra silvante, uma locomotiva desgovernada na instrumental “Silver Train”, que conta com o sopro selvagem de Jefferson Goncalves. O set de 11 musicas fecha com uma acachapante cover dos Beatles na sua forma mais “trashiest” e luxuriosa, “Yer Blues”.
Pode demorar ainda alguns anos ate que o Rio de Janeiro fique num ranking lado a lado com Clarcksdale e Memphis, mas Gilson tem feito a sua parte, criando um excelente álbum - bem produzido, excepcionalmente bem arranjado e divertido.
Michael Verity – BLUES REVUE – 2010.