terça-feira, 19 de abril de 2011

Man In Motion

Mundo Novo Nas Entrelinhas: Man In Motion (Warren Haynes): "Meu amigo Marcello Teive sempre me mantém informado sobre boas novidades musicais e na semana que passou, me perguntou..."

domingo, 6 de fevereiro de 2011

R.I.P. Gary Moore

Infelizmente, hoje, 06/02/2011, morreu Gary Moore, grande guitarrista de blues e hard rock.
Fica aqui a homenagem do Blog.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Buddy Guy & Jeff Beck - Mustang Sally

Fábio Dwyer no Canadá

Nosso amigo e bluesman Fábio Dwyer se mudou para o Canadá a fim de desenvolver e divulgar seu trabalho. Nós desejamos Sorte e Sucesso ao Fábio, que criou um blog para divulgar suas aventuras em terras canadenses.
http://www.gelonascanelas.blogspot.com/


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010


Living Proof pode ser considerado um legado e uma reflexão sobre a longa carreira de Buddy Guy, o guitarrista que Hendrix e Clapton tanto admiravam. O CD inicia com a biográfica e otimista 74 years Young, que começa numa levada calma, num compasso tradicional do blues, até que Buddy resolve mostrar que, apesar da idade, sua técnica e feeling na guitarra continuam apuradíssimos.

O duelo de Buddy e B.B. King é emoção pura, onde os dois, além dos elogios mútuos, abordam o fato de terem sobrevivido a tantos outros talentos que se foram bem mais cedo. Além deste, o cd traz também um duelo com Carlos Santana.

É, em suma, o disco de um artista incansável, cujo ponto alto é a guitarra de Buddy. Um disco bem superior ao anterior, Skin Deep, e com uma honesta história para contar. O melhor cd de blues do ano, sem dúvida, e um registro da vitalidade deste senhor de apenas 74 anos. Que ele volte ao Brasil logo, pois sua última turnê por aqui foi sensacional.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Dois shows do Mestre Beck no Brasil





Jeff Beck

Rio de Janeiro – 24 de Novembro de 2010

São Paulo – 25 de Novembro de 2010

Sou fã de Jeff Beck desde 1985, quando comprei o álbum Truth em uma loja de discos usados. A partir de então, sempre apreciei seu trabalho. Por isso, quando anunciadas as datas de sua turnê no Brasil, me empolguei e optei por ir nos dois shows.

No primeiro dia, tive a companhia de meu amigo e bluesman Fabio Dwyer. Cheguei 30 min antes de começar o show, e consegui um lugar na grade da pista. O show começou com 15 min de atraso. E começou arrasando, com uma bela versão de Plan B. Jeff empolgadíssimo e já na segundo musica – Stratus – começou a dar um grande espaço para os membros da sua banda, especialmente a baixista Rhonda Smith e o baterista Narada Michael Walden. Estes dois são responsáveis por um som mais funkeado. Já no fim da música, um breve solo de bateria foi suficiente para empolgar a galera e o próprio Beck, que foi ao microfone saudar seu batera. Aliás, um dos grandes méritos desta banda de Beck refere-se aos arranjos das músicas que foram adaptadas às características e possibilidades da banda.

Ao contrário do que muitos fãs imaginavam, o show foi pauleira, com pouco espaço para as músicas mais calmas. E, Smith e Walden animam muito a galera. A sétima música foi o solo de baixo que, cheio de slaps e groove, empolgou a galera que começou a bater palmas, e fez que a banda, incluindo Beck, passasse a bater palmas juntamente com a audiência. Era clara a surpresa e a satisfação estampada na face do tecladista, Jason Rebello. Após, a banda entra com muito funk, fazendo as pessoas tirarem o pé do chão. Impressionante, musica instrumental e todo o Vivo Rio gritando Hey Hey....

Logo apos, People Get Ready fez o público se animar ainda mais, com Jeff na guitarra fazendo a parte que na gravação de 1985 pertencia a Rod Stewart, enquanto o solo ficou a cargo de Rebello. Sinceramente, não senti falta da voz de Rod.


Rollin’ and Tumblin, uma antiga música de Muddy Waters, cantada por Rhonda Smith foi um dos ápices do show. A partir daí, o jogo estava ganho e me faltam palavras para escrever a cartase coletiva que se apossou do Vivo Rio. O show terminou com uma versão arrasadora de Brush with the Blues e A Day in the Life bem pesada, com direito a Beck chutar a guitarra no chão, provocando um som muito bacana para encerrar o set. Beck foi ao microfone e emplogadíssimo agradeceu a todos, apresentou a banda mais uma vez.

Beck volta em 3 minutos e sozinho no palco dá início a I wanna take you higer, de Sly & the Family Stone, com todo mundo batendo palma. Logo após, Narada entra pulando e berrando, assume a bateria e o Vivo Rio fica em êxtase, Rebello retorna em seguida. Por último, Rhonda entra, religa o baixo e começa a cantar. Sensacional, em determinado momento cada um da banda fica responsável por cantar um verso da música, o que Beck faz por meio de sua guitarra. A galera responde ovacionando, com palmas. Em uma uníssona celebração. Ao fim, Beck cai de joelhos no palco, rendido pela empolgação da plateia.

Em seguida, o roadie entrega a Jeff uma Gibson Les Paul e ele chama a atenção da plateia: “Prestem atenção nesta guitarra”. E, dá início a How high is the moon, uma homenagem ao mestre Les Paul. Por fim, Nessun Dorma, ária do último ato da ópera Turandot, de Puccini. A galera veio abaixo, ovacionando Beck e Banda. Na plateia, Liminha, Frejat e Milton Nascimento, dentre outros, o que mostra a importância musical de Beck e de sua história.

Fui para São Paulo, e ali teria a companhia de meu amigo Marcelo Peixoto. Combinamos de nos encontrarmos no aeroporto, e ao chegar, o vi e resolvemos, já que teríamos tempo, esperar por Beck. Juntado-se à nossa esperança, um casal fez o mesmo. José e sua esposa estavam esperando há mais tempo que nós, ele com sua guitarra. 2:30 hr depois da chegada do meu vôo, Beck e banda surgem no saguão de desembarque de Congonhas, e erguemos nossos CDs, esperando por um autógrafo do ídolo, mas o produtor brasileiro disse que ele não falaria conosco, pois estava cansado. Quase desistimos, mas um segurança do aeroporto disse: “Ei, vão atrás do cara. Aqui é Brasil e nós é que mandamos aqui”.


De fato, fomos recompensados, apesar da insistência do produtor brasileiro, com fotos autografadas. Quando recebi a minha, disse a Beck: “Fui ao show de ontem no Rio e vou ao show de hoje também”. Isso o deixou surpreso e feliz. Aliás feliz estávamos nós com nosso troféu.

O repertório do show de São Paulo foi o mesmo do Rio. Assim, como a empolgação da plateia e da banda. Novamente, Beck e banda arrasaram, se olham muito durante o show e isso permite a coordenação de improvisos e finais das canções com muita eficiência. Showzaço novamente. Duas noites para lavar a alma. Nas palavras do Marcelo, Jeff e banda apresentaram a linguagem do Jazz em formato Rock. Perfeitos.

Set List:

1- Plan B

2- Stratus

3- Led Boots

4- Corpus Christi Carol

5- Hammerhead

6- Mna Na Eireann

7- Bass Solo

8- People get ready

9- You never know

10-Rollin’ and Tumblin’

11-Big Block

12-Over the rainbow

13-Blast from the east

14-Angels

15-Dirty mind (Strato afinada em Eb)

16-Brush with the blues

17-A day in the life

Bis

18-I wanna take you higher

19-How high the moon

20-Nessum dorma

terça-feira, 12 de outubro de 2010

B.B. King - Thrill's gone

Thrill's gone, clássico do Rei do Blues.
Cada nota do solo é de arrepiar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

All Your Love- John Mayall & the Bluesbreakers



A guitarra solo no rock como conhecemos hoje em dia foi inventada neste disco; antes havia guitarra blues em discos de rock (ex. Chuck Berry, Keith Richards, Beatles). Na guitarra, AC = Antes do Clapton, DC=Depois do Clapton. (Por Fábio Dwyer)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dica do Daca

Dica boa do Daca,
http://www.jazzradio.com/blues

Curtam.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SRV - Texas Flood

20 anos da morte de Steve Ray Vaughan


Hoje, 27 de Agosto de 2010, faz 20 anos que Steve Ray Vaughan faleceu em um acidente aéreo. Foi o responsável por reativar o interesse pelo blues na garotada dos anos 1980 e influenciou e continuará a influenciar gerações de músicos.

sábado, 7 de agosto de 2010

Viva Muddy Waters: Blues Etílicos


Lançado em 2007, o Cd Viva Muddy Waters é uma honesta e competente homenagem ao mestre do Blues. 10 clássicos do mestre em versões muito bem interpretadas e gravadas pela banca do Rio de Janeiro. Recomendo comprar, baixar, gravar. Greg Wilson (vocal, guitarra e trompete), Flávio Guimarães (gaita), Otávio Rocha (guitarras), Cláudio Bedran (baixo) e Pedro Strasser (bateria) mandam muito bem, e fazem o ouvinte se sentir num bom boteco esfumaçado com uma boa cerveja em mãos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Fabio Dwyer na Macedônia

O bluseiro Fabio Dwyer, nosso amigo, teve duas canções suas incluidas na programação de uma rádio da Macedônia - isso mesmo, a terra do Alexandre. O novo cd já tá rolando em rádios da Austrália, Kansas e Turnaround & Shuffle tá tocando também na Holanda.
Abaixo segue o link de um site canadense que escreveu sobre nosso amigo.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Dica do Daca















Quem gosta dos Rolling Stones e de Blues/Soul vai curtir muito este disco. Comprei-o em 1997 em Criciúma quando da minha passagem pela cidade, fui tocar lá, eu creio. Fomos num shopping e o dono da loja era um músico e quando conversamos ele sacou esse disco disco dizendo que fatalmente eu iria gostar. Não deu outra. Lá se vão 13 anos ouvindo. Tem o link, baixe e ouça porque vale a pena cada versão.




Artist: Various Artists
Album: Paint It Blue: Songs of the Rolling Stones
Genre: Blues
Source: CD
Quality: Insane, (avg. bitrate: 320kbps)


Tracklisting

01. Luther Allison - You Can't Always Get What You Want
02. Johnny Copeland - Tumblin' Dice (feat. The Yahoos, Derek Trucks)
03. Junior Wells - (I Can't Get No) Satisfaction (feat. Bob Margol)
04. Otis Clay - Wild Horses
05. Taj Mahal - Honky Tonk Women (feat. James Cotton)
06. Alvin "Youngblood" Hart - Sway
07. Clarence "Gatemouth" Brown - Ventilator Blues (feat. Sonny Lan)
08. The Holmes Brothers - Beast of Burden
09. Lucky Peterson - Under My Thumb
10. Bobby Womack - It's All Over Now
11. Larry McCray - Midnight Rambler
12. Joe Louis Walker - Heart of Stone
13. Alvin 'Youngblood' Hart - Moonlight Mile

Playing Time.........: 01:02:02
Total Size............: 142,03 MB


Download

terça-feira, 25 de maio de 2010

Johnny Winter @ Via Funchal - SP - 22/05/2010



O show de Johnny Winter em SP valeu cada centavo. A abertura ficou a cargo de três guitarras - André Christovam, Luiz Carlini e Álvaro Asmar. Este último, que eu não conhecia, me surpreendeu positivamente pela técnica apurada no slide e pelo belo timbre da guitarra.
Ao final de algumas canções próprias e covers como Hideway, por exemplo, o trio deu espaço para a estrela da noite.

Primeiramente, a banda de Johnny Winter (Paul Nelson, guitarra; Scott Spray, baixo; e Vito Luizzi, bateria) tocou só. Depois, o competente batera anunciou a entrada do mestre, que, escoltado por dois assistentes, sentou na cadeira e mandou ver na guitarra.

Começando com o clássico Mojo boogie e visitando outros clássicos como Good morning little school girl, detonou. Sentado, assim como a plateia, o mestre destilou energia e estilo na guitarra, com pausas mínimas entre as músicas e um som bem alto e distorcido vindo das caixas. Como disse Marcelo Peixoto,: "a agilidade não é mesma, mas o bom gosto continua". Riffs de Hendrix, Clapton, B.B. King e Freddie King aparecem em seus solos de forma a casar perfeitamente com a música em questão. Depois de uma hora e meia, ouvindo clássicos como red house, it's all over now e highway 61 revisited, nos sentimos mais felizes e vamos pra casa certos de termos visto um baita show de um baita mestre. Não é sempre que vemos um senhor de 66 anos com tanta intimidade com a guitarra. Long live the blues.....